AUDAX 2013


BREVET 200 - HOLAMBRA/SP

BREVET 300 - BOITUVA/SP

BREVET 400 - RIO DAS OSTRAS/RJ

BREVET 300 - HOLAMBRA/SP

BREVET 400 - BOITUVA/SP

BREVET 600 - BOITUVA/SP (PC 04 Botucatu, quase desistindo)

BREVET 600 - BOITUVA/SP (No carro, dormindo após o resgate)


Agradeço todos que me apoiaram nessa empreitada, não apenas nesta etapa de 600k mais em todas as outras que enfrentei.

INFELIZMENTE não consegui ir até o final, vai ter que ficar pra próxima! Fiquei muito triste, porém faz parte. Também aprendemos com as derrotas!

Na primeira parte do trajeto, enfrentamos o famoso vento contra por 100 km e esse foi absurdamente forte e com ele tínhamos um sol pra cada um, atingindo a sensação térmica de 44,9 graus. Este que seria o trajeto para se poupar perna, foi absolutamente o contrário.

Retornamos para Boituva e antes de encarar a segunda parte, resolvi tomar uma ducha e dormir por aproximadamente 40 minutos. As 15 horas parti sentido Botucatu. 

No PC 3 resolvi almoçar e jantar e "acredito" que foi aí que meu martírio começou. Estava fisicamente bem e com pernas que teoricamente aguentariam os 600, mais meu estomago resolveu dar o ar da graça e fiquei muito ruim, com um mal estar danado. Mesmo assim  continuei o pedal para chegar no próximo PC, que ficava em Botucatu.

Como desgraça pouca é bobagem... rsrsrsrs 
Subindo a serra de Botucatu fomos a todo instante recebendo o brilho de raios, pensei.. será que o vento e o calorzão não foram suficientes? Sim, não foram e pegamos uma chuva daquelas, e nos acompanhou por quase 20 km.

No PC 4, já em Botucatu, meu estomago ainda na mesma, resolvi tomar uma água tônica. De início deu uma melhorada e voltei a pedalar. 

Não rolou!!!! Mesmo contrariado por mim mesmo, o bom senso falou mais alto e aos 340 km pedalados resolvi jogar a toalha. Parei na praça de pedágio de Botucatu e fiquei por cerca de 1 hora a esperar por um resgaste. 
Mais um pequeno complicador, com a chuva meu celular foi pro vinagre. Então estava com estomago zuado, molhado, com frio e sem celular.

Enfim, este foi "aquele" desafio e por todas as dificuldades parabenizo todos os 25 ciclistas que alcançaram o êxito, lembrando que éramos 60.



Este foi o meu primeiro ano nesse mundo Audax e o placar fechou 2013 em 5x1 pra mim. Apesar de ter sido apenas 1 para o Audax, ele foi muito sentido.
A temporada 2013 se foi, mais ficam os grandes novos amigos que fiz, fica o reencontro do grande parceiro de cicloviagem Daniel Uehara e as lições aprendidas, determinações apuradas e tudo de bom que aconteceu nos meus brevet's. Fechando então com 1.940 km pedalados "apenas" em brevet, fora os treinos, corridas, alimentação e quilos que mandei pro vinagre!!! rsrsrs

Abraços e que venha a temporada 2014... mais forte, mais experiente e mais determinado!!!!




Explorer Serra da Canastra - Rally dos Sertões



14/09/2013 – Explorer Canastra – Rally dos Sertões

Esta cada vez mais próxima a data do CicloTour Canastra’13 e como este ano queríamos fazer uma surpresa agradável para os pedaleiros, resolvemos levar a turma para os lados da cidade de Delfinópolis/MG, cidade que faz parte do Circuito Serra da Canastra.

Apesar deste post merecer um relato repleto de detalhes, desta vez tentarei ser mais sucinto e chamar a atenção para os fatos principais.

No último sábado (14/09), eu e o grande pedaleiro e fotógrafo Pedro Barreto tínhamos uma bela missão pela frente. Percorrer a trajeto da Canastra onde iremos levar os amigos participantes do próximo CicloTour.

Como o café seria servido apenas a partir das 07h30, resolvemos levar o nosso breakfast e as 07h00 já estávamos a postos para a aventura.


Saímos para o pedal e no caminho aproveitamos para conhecer a Pousada do Claro, onde montaremos nossa base no CicloTour. Gostamos do que vimos e acreditamos que será show!

Como todo pedal na Canastra, nunca podemos subestima-la pois você pode encontrar de tudo e no momento em que você achar que o pedal não é tudo aquilo de dificuldade a natureza lhe prega uma peça e inverte o jogo. Pegamos trechos onde não se tem relevo plaino, ou se está subindo ou descendo. Subindo com pedras soltas e esfarelando, virando um talco ora descendo também com pedras soltas e erosões.



Começamos com 5 litros de água e quando paramos para fazer uma refeição no meio do nada, cadê a água?? Mesmo controlando o consumo, em cerca de 5 horas de pedal consumimos toda a nossa água e infelizmente “zeramos”!
Precisávamos comer e preparamos a comida com os últimos 200 ml de água que tínhamos.Voltamos ao pedal e rodamos uns 40 minutos e para nossa alegria e salvação, encontramos um riacho que “até agora” não nos causou dano estomacal em consumir de sua água. (Pode ser também que a cerveja já deu um jeito nos bichinhos).


Passamos na Cachoeira do Ouro, onde conversamos com o Baiano, Sr. Lopes, dono da reserva e do restaurante onde iremos almoçar em outubro. Da cocheira em diante a dificuldade técnica despenca. Teremos poucos trechos com areia, mais no geral serão estradas de chão batido e com raros trechos plainos.

OBS.: O CicloTour terá cerca de 70 km (ida e volta), neste Explorer que fizemos, fomos identificar se havia a possibilidade de estender o pedal para os 90 km e realmente não é possível com uma turma grande na qual iremos. Portanto fica determinado de que o percurso original do CicloTour será mantido com os seus 70 km.
Porém, entretanto, não pense que será como dar uma volta na lagoa. Lembre-se de que a Canastra é Canastra. São os caminhos mais difíceis que nos levam aos lugares mais fantásticos. Quer lugar bonito? Vamos ter que ir ao encontro dele e ele pede uma troca... nossa parte é ter força, alegria, companheirismo e determinação.


DICAS para o CicloTour Canastra’13:
Para quem já foi à Canastra sabe dos cuidados e responsabilidades que precisa ter.
Com o reconhecimento de sábado, achamos prudente dar algumas recomendações para que cada um tenha o pedal mais prazeroso possível:

  • Esteja com um bom condicionamento, isto lhe proporcionara segurança;
  • Pneus, quanto mais novos melhor. Teremos trechos técnicos onde pneus sem cravos ou carecas não vão conseguir tracionar; 
  • Pedalaremos em alguns trechos com vegetação rasteira (tipo grama) e com isso pode haver espinhos, se colocar fita anti-furo será muito bem vinda; 
  • A calibragem adequada para solo da Canastra é do pneu não estar completamente cheio, isso lhe proporcionara mais tração e a bike não fica tão arisca; 
  • CUIDADO com as descidas, elas podem ser traiçoeiras com pedras e principalmente areião no meio de uma curva ou numa baixada; 
  • Muito aconselhável o uso de mochila de hidratação; 
  • Tenha contigo PROTETOR SOLAR; 
  • Tenha contigo REPELENTE; 
  • Tenha contigo ILUMINAÇÃO DIANTEIRA & “TRASEIRA”; 
  • Tenha contigo DINHEIRO (Onde pedalaremos só aceita $$$); 
  • Muitas vezes, no mesmo dia, a temperatura que estava em 32º pode despencar e te pegar de surpresa, leve algo pensando num possível frio e também em chuva. “Leve” e em último caso, deixe na pousada; 
  • Tenha contigo ALEGRIA, DESCONTRAÇÃO, RESPEITO COM A NATUREZA E COM OS DEMAIS PARTICIPANTES, lembre-se de respeitar os seus limites.


  
Curiosidade:
Porque denominado Explorer Canastra Rally dos Sertões?
No dia seguinte, no café da manhã, o amigo Help que tem mais de 20 anos de Canastra e conhece tudo por lá, me perguntou por onde pedalamos no sábado e ao passar a trilha pra ele, ficamos sabendo que o trecho foi o mesmo utilizado para a etapa do Rally na Canastra.



















SEIS CIDADES, estendido


01/09/2013 - A semana foi “brava” por conta da gripe, e justamente na semana em que eu pretenderia começar a treinar para a etapa dos 600KM do Audax/SP.

Pois bem, durante a semana, consegui fazer treinos leves no rolo. Treinos apenas na tentativa de ao menos não perder o condicionamento. E a proposta era de no fim de semana fazer um pedal de MTB mais longo.

A princípio tínhamos marcado de fazer Jaguariúna x Serra Negra no sábado, mais muitos não poderiam ir e também por conta de virose lá em casa, decidi ficar sem pedal no sábado e ai no domingo teria que sair de qualquer jeito!

Vi uma chamada no Face do amigo Alan, que fariam um pedal com cerca de 70km, começando em Jaguar e decidi arrumar as tralhas para ir junto. Porém como o objetivo “ainda” era um pedal um pouco mais longo, já sai de Holambra pedalando.

Pleno domingo e eu acordado as 05h30 da matina trocando de roupa e saindo pra pedalar (tem que ter determinação, se quiser chegar a sua meta). Como meu farol estava descarregado, precisei esperar o mínimo de luz lá fora para sair pedalando sem gerar riscos. Cheguei a Jaguariúna dentro do horário marcado por eles e no ponto de encontro, que foi a ponte antiga, nos juntamos... Eu, Alan e Claudio.



O pedal não foi num ritmo puxado, porém praticamente sem paradas o que fez ganharmos tempo para paradas estratégicas. Paramos num pomar carregado de laranjas e depois no bairro do Palmeirinha em Holambra.

Saí de Holambra, passei em Jaguariúna e juntos passamos nos municípios de Paulínia, Cosmópolis, Artur Nogueira, Holambra e Santo Antônio de Posse. Quando chegamos no Bairro do Guedes em Jaguariúna, nos separamos e continuei no pedal para retornar a Holambra.

Incrível, mais os vilões desse pedal foram a gripe e o tempo seco! Tomei muuuuita água no pedal, chupei muita laranja e em casa passei o domingo fazendo a mesma coisa. E como não poderia ser diferente, vibrando com o show do meu Timão!!! rsrsrsrs

ALERTA:

A baixa umidade relativa do ar podem afetar as pessoas com mais facilidade. Problemas respiratórios e alérgicos e doenças de pele são mais comuns nessas condições. São cuidados simples, que podem garantir o bem-estar e evitar complicações, principalmente as respiratórios,


Veja abaixo as principais recomendações:


- Tome bastante líquido, de preferência água, para hidratar o corpo;
- Durma em local arejado e umedecido. Pode-se utilizar umidificadores de ar,
toalhas molhadas ou reservatórios com água nos quartos;
- Planeje as atividades físicas para o período da manhã (até às 10h) ou para o
fim da tarde (depois das 17h);
- Proteja-se da exposição ao sol no período das 10h às 17 horas;
- Use roupas leves, principalmente quando a temperatura estiver acima de
28°C;
- Evite banhos com água muito quente, que provocam ressecamento da pele;
- Use soro fisiológico para olhos e narinas, em caso de irritação;
- Evite exposição prolongada a ambientes com ar condicionado;
- Pacientes com antecedentes de doenças alérgicas respiratórias, como
bronquite e rinite, costumam ter crises com a baixa umidade do ar.



Caso não tenha como evitar a atividade física nos horários não recomendados, tente não forçar muito e mantenha-se hidratado!












Distância:      100 km
Participantes:  03
Quebras e furos: 00
Terrenos comprados:  00
Laranjas: 14 (somente eu durante o dia inteiro)

BREVET 400 - BOITUVA



17 e 18/08/2013 - Boituva, a cidade dos ventos uivantes, estávamos por lá para mais uma etapa do Audax São Paulo. Agora em busca do Brevet 400.

"Os ventos que às vezes tiram
algo que amamos, são os 
mesmos que trazem algo que 
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado. Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre..."
Bob Marley


Os preparativos:
Os treinos, a alimentação, o psicológico e o descanso começam muitos dias antes de dar a largada para uma etapa do Audax e para esses 413 km não foi diferente. Às vezes batia aquela vontade de não fazer nada, às vezes a vontade de comer algo fora da dieta, muitas vezes a vontade de pegar a MTB e sair pedalando na terra e assim fui levando a preparação.

Na semana que antecedeu a etapa, (falo etapa, pois Audax não é o melhor tempo é a conclusão dentro de um tempo) foi hora de treinar o descanso e arrumar as tralhas. A previsão do tempo fez com que eu levasse comigo uma carga de 2,5 kg de itens para encarar o frio da madrugada.

Fiz uma “gambiarra” e instalei um bagageiro na speed e coloquei um “mini-alforge” na qual atendeu em 100% as expectativas!

Já em Boituva, arrumei tudo para o pedal e também já deixei tudo pronto para a volta pra casa. Como imaginei acabar o pedal destruído, não queria que arrumação de mala fosse um problema. No jantar, como meus amigos Daniel Uehara e Richard Porcel ainda não tinham chego por conta de problemas no trânsito infernal da capital paulista, tive o prazer de conhecer outros bicicleteiros, Cezar Cattani, Sandro Marchette, Auro Shimahara e Fausto Augusto todos encarando o brevet 400. Jantar serviu pra nos conhecermos melhor e trocarmos experiências.

Voltamos para o hotel para assistir a palestra de Roberto Trevisan representando a Randonneurs Brasil e falando sobre a categoria. Já eram quase 22:00 quando abandonei a palestra para tratar de ir dormir pois a última preparação antes da prova era de tentar dormir e levantar as 04:50 do sábado.


O brevet:
Começo este tópico afirmando, “nunca pedalei até o momento uma distância tão longa na mesma pegada e com vento tão forte e arrebatador como foi nessa etapa dos 400 em Boituva!!”

Já era certo e estava concentrado de que comeria sem ter fome, beberia sem ter sede e pedalaria para ser constante e não para chegar primeiro.
  
Dia 17/08   05:30 – Neste horário começaram as vistorias e decidimos nos arrumar e já estar na praça para ela e após, voltaríamos para o hotel para o café da madrugada reforçado.

  
Dia 17/08   07:00 – Foi realizado o breaffing e logo após, a largada. Como este seria o meu quinto brevet e como também já havia pedalado este trecho da Castelo Branco, já sabia que não podia me empolgar com a possibilidade de “sentar o pé” pois iria pedalar 413 e não 40 km. Fui numa tocada suave, sem forçar e cheguei ao PC 01 com média de 28 km/h.


Dia 17/08   09:44 – Foi neste horário que cheguei no primeiro ponto de controle e por lá fiquei apenas 10 minutos. Reabasteci de água, comi algo salgado e frutas... Zarpei... neste momento, encontro o Daniel San chegando. Sem parar de pedalar, trocamos umas ideias e continuamos no pedal.


Dia 17/08   12:22 –  Chego no PC 02. No trecho passo a pedalar com o Vitor e fomos mantendo a média na casa dos 28~29 km/h. Nesta parada fomos comer um salgado e aproveitei para tomar água de coco e ir no “wanderley”. Esperamos por 40 minutos pelo Daniel, que não apareceu. Deixei recado na mesa organizadora e seguimos então para Bauru.


Dia 17/08   15:27 – Chego ao PC 03 na cidade de Bauru. Saímos juntos do PC anterior, porém, Vitor parou para tirar a segunda pele e eu segui no caminho. Ele fez outra parada para auxiliar um amigo com pneu furado. Com isso fiz este trecho sozinho. Como era de dia, fui sem grandes problemas e ainda mantendo a média.

Neste PC, logo em seguida chega Vitor e fomos almoçar. Aproveitei novamente para tomar mais água de coco e comi uma porção de purê de batatas com filé de peixe (Proteína e carboidrato).

Agora sim, só saio daqui depois que o Daniel chegar!!!!  E o nobre companheiro chegou, foi comer alguma coisa também. Enquanto eu o esperava, lubrifiquei a corrente, tomei meus venenos, fiz alongamentos e massageei as pernas.

Antes dele acabar de almoçar, Vitor seguiu seu caminho junto com o Morenno (mais tarde falo sobre ele) e Daniel San me falou “Jota, se quiser seguir no seu pedal, manda ver, pois encontrei um amigo que está no mesmo ritmo que eu e vamos juntos”. Eis que surge o meu erro, sai em disparada para tentar alcançar o Vitor e não consegui, o que consegui foi gastar forças desnecessária e forças essas que fariam falta no final.

Dia 17/08   20:50 – Demorou mais cheguei ao PC 04. Começa a saga “que vento é esse”.
Foi um absurdo de vento totalmente e exclusivamente contra, contra a tudo e a todos!!! Foram praticamente os 206 km de volta para Boituva com rajadas de vento contra nós. Situação que mesmo em trechos totalmente planos, estávamos pedalando com força e a magrela não passava dos 10 km/h.

Neste PC aproveitei para tirar as tais tralhas do mini alforge e me proteger do vento e do frio congelante que passou a fazer naquela noite. Também foi neste PC que começamos a ser mimados pela organização com sopas e macarrão bem quentes e fora as palavras de motivação.

Na saída deste PC fomos juntos eu, Vitor Lopes, Rodrigo Morenno e Wilson Poletti.... também falarei mais sobre eles no próximo tópico.

Homenagem a Igor Gabia que este foi o último Brevet deste garoto que nos deixou por conta de uma tentativa de assalto seguida de atropelamento (Igor, o quarto da direita para a esquerda)

Dia 18/08   03:38 – Último PC antes do final, conhecido como PC 05.
Chegar nele não foi nada fácil!!! Deus sempre sabe o que faz e desta vez colocou esses personagens que citei anteriormente em meu caminho, pois eu nunca passei por uma situação dessas.

Na madrugada e no trecho que ligava o PC 04 ao 05 me bateu um sono terrível e juntando com o desgaste físico, frio e vento, passei por momentos complicadíssimos e que se não fosse a parceria destes guerreiros eu não teria brevetado e vencido este desafio.

Todos me ajudaram, mais o mister Wilson foi sensacional!!! Conversava comigo e tudo mais. Teve um ponto da Rod. Marechal Rondon, na qual faltavam 5 km para sairmos dela e pegaríamos a Castelinho, e ao passarmos em frente a uma Base da Polícia Rodoviária um dos guardas nos chamou e nos serviu um café que era “chafé e sem açúcar” mais acreditem, foi o melhor café dos últimos tempos!!! Nisso o amigo Morenno também chegou com outro parceiro o Vini (não sei se escreve assim) e dali também saímos juntos. O Vitor, sei lá do cara, sumiu na frente e não o vimos mais.

Pra falar a verdade eu não estava com tanto problema físico mais sim o sono estava acabando comigo e me deixando sem coordenação na pedalada o que tornava um risco, visto que estávamos pedalando em rodovias com grande fluxo de caminhões e ônibus.

Quando saímos da Marechal Rondon foi um grande alívio e uma conquista e nos 22 km de castelinho que pegamos, continuei a minha luta com o sono. Quanto chegamos no topo da Serra de Botucatu, no pedágio da Castelo Branco, decidi e falei aos parceiros “Amigos, daqui não saio sem antes tirar um cochilo de uns 20 minutos! Essa serra é perigosa e eu nessa situação a torna mais perigosa ainda. Se quiserem seguir fiquem a vontade”!

Nesse ponto pararam três carros da organização e lembro-me muito bem que me deram um baita incentivo e tratamento. Ofereceram-me lanche salgado na qual comi escondido do vento, atrás da roda de um Corsa estacionado. Ao comer dei uma melhorada e optei em seguir com os amigos, pois faltavam apenas 20 km para chegarmos no PC e no PC eu decidiria o que fazer.

Quando lá chegamos, a organização nos preparou um belíssima sopa e foi sopa de verdade, daquelas que a mãe fazia pra gente quando faltávamos no serviço por conta de estar doente. Comi e na mesma mesa, empurrei o prato e apaguei! Acredito ter dormido quase meia-hora, quando o parceiro Wilson me chamou... E ai mano, vamos nessa?

Dia 18/08   09:06 – BREVETAMOS, chegamos ao PC 06 que era o final.
Mais não foi tão fácil assim... saímos do PC 05 somente eu e o Wilson e fomos lado a lado o tempo todo. Ora um ia um pouco pra frente e esperava um outro, ora empurrávamos uns 150~200 metros para aliviar a musculatura, cara que parceiro!!! Vimos o nascer do sol já quase chegando em Boituva.

Não passei sede, porém neste trecho precisei racionar pra não secar e fomos levando e brigando com o vento que insistia em não nos deixar.

Chegando no final, pra variar, fomos muito bem recebidos pela galera que ali estavam e ao receber a medalha foi algo sensacional!



As dificuldades foram muitas, as alegrias foram maiores ainda. Amigos não tiveram a mesma sorte e alegria de completar a prova, mais já são campeões pelo simples fato de ter tido a coragem de enfrentar um desafio desse.

Só desiste quem tenta e quem não conseguiu, apenas adiou a conquista!!
Dedico essa medalha á todos os parceiros que por algum motivo não alcançaram o êxito nessa etapa, tenho certeza de que são guerreiros e que não vão parar por ai, vamos juntos!!!

“Sozinho vamos mais rápido, juntos iremos mais longe”


Distância:      413 km
Tempo:          26h03
Nenhum pneu furado
Nenhuma compra de terreno (mais foi quase)
Muitas novas amizades

JOTA 5 x 0 AUDAX