II Desafio Holambra/SP x Poços de Caldas/MG



18/10/2014 - Pedal que entra pra série de pedais onde tudo acontece no mesmo dia.

NESTE dia por volta das cinco e pouco da manhã a galera começou a chegar para a concentração do pedal, este que iniciou-se na cidade de Holambra e teve como destino, subir a serra de Poços de Caldas no estado de Minas Gerais.

Começamos o pedal tendo como pedaleiros eu, Eder, Marcos Goes, Pedrão, Ricardo Piloni, Paulão Brother e Mônaco.



Na pista, começando em Campinas já estavam pedalando Daniel Ricardo e Helen Valente

Em Mogi Mirim, estavam a nossa espera os amigos Hermes e Gato Seco.


O pedal começou com um pouco de atraso e quando havíamos pedalado uns 12 km, surgiu o primeiro pneu furado. Pra variar, foi aquela farra até tudo ficar pronto.



Próximo a Mogi, encontramos com os dois amigos (Hermes e GS) onde pedalamos juntos alguns quilômetros.

Chegamos na cidade de Espirito Santo do Pinhal, onde tínhamos uma parada programada para alimentação e reabastecimento.

Parada rápida e seguimos o nosso caminho, agora a caminho de São João da Boa Vista e de lá para Águas da Prata. Trecho complicado, praticamente subindo até A. Prata e sem falar no sol que havia um pra cada um. Um pouco antes de Boa Vista, uma paradinha num lugar estratégico com uma big árvore e um banquinho de madeira providencial.




Quando chegamos em Águas da Prata a primeira coisa que fizemos foi parar na bica d'água para se refrescar e reabastecer as caramanholas  e assim encarar a subida da serra.
Nesse momento, antes da subida, já estávamos com 102 km pedalados e a serrinha com mais 14 e um sol absurdo, nos fez sofrer no asfalto escaldante.

Subimos a serra e ao lado do portal da cidade fomos em um boteco tomamos algo e em seguida descemos a serra. Lá embaixo, arrumar um lugar para comer algo que dê sustância, pois agora só faltava a volta pra casa.




O caminho escolhido para a volta foi pela cidade de Águai. O sol estava absurdamente tirando nossas energias e tivemos que fazer uma parada fora da programação, que foi no posto Chaparral. Nele foi de tirar tudo, capacete, sapatilha, meias e tomar bastante líquido. 

Na continuação do pedal, tivemos mais um pneu furado, o primeiro do mister Piloni na carreira road. Nesse momento estávamos eu, Eder, Piloni e Paulão. 



Com os demais da turma, nos encontramos no Frango Assado. Antes de chegarmos lá, Eu e o Piloni pegamos vento lateral e alguns pingos de chuva que na verdade mais ajudaram do que atrapalharam.
Olhava pra trás e não avistava mais os parceiros Eder e Paulão, foi quando resolvi parar no obelisco e esperar por eles.




Chegando no Frango "assalto", fizemos um tempo por lá e de repente o clima foi mudando e caiu um baita temporal "nervoso" com rajadas de ventos fortíssimas. Três de nós (Eder, Piloni e Paulão) saíram pra pista e os demais resolveram aguardar o temporal passar para reiniciar o pedal.

A partir daí os ritmos ficaram diferentes e o dia começara a virar noite, problema! De todos os nove, somente três levaram farol. E pra ajudar, o grupo ficou picado. Eu mesmo estava girando bem próximo do parceiro Pedrão quando restando uns 20 km de Holambra, meu pneu traseiro furou. Que beleza.... sem farol e trocando pneu no escuro do acostamento, ajudado as vezes pelo farol dos carros.

Fiquei sozinho e um pouco da experiência de fazer Audax ajudou muito no psicológico e fui no meu giro seguindo adiante. Pra trás, olhava e não avistava nenhum dos amigos, imaginei que também tiveram pneus furados.

Há cerca de um quilômetro do trevo de Holambra, escuto um "ooooooooooo"..... eram Pedro, Piloni, Paulão e Eder parados no posto de combustível.

Eu, cansado e sem entender o que estava rolando, gritava da pista... Vamos, falta pouco, vamos!!!!!
E da lá vinha um, "pode ir Jota, pode ir".
Pensei, porque esses caras estão parados estando tão perto do fim??? Tá bom Jota, ta bom, vamos lá falar com eles... Quando chego neles, era mais um pneu furado...rsrsrsrsrsrsrsrsrssrs

Giramos 235 km e somente nos últimos 30 tivemos uns dez furos de pneu!

Pneu arrumado e seguimos nosso caminho, agora restando cerca de 8 km para finalizar. O que me ajudou muito, foi conhecer o trecho de tanto pedalar por ali e mesmo no escuro, sabia onde estava e tinha conhecimento de onde poder girar com a bike.

Chegamos no portal de Holambra, Paulo e Piloni seguiram para o final e eu fiquei para me despedir do Eder e Pedrão. A grata surpresa foi ver a turma toda chegando e não somente os dois. Eu estava pronto pra ir direto para casa, mas vendo a turma toda reunida, eu não iria deixar de chegar junto com eles todos.

Vamos então para o Posto Pioneiro e nos metros finais o Mônaco fez um pouco mais de força e saiu na frente, antes do semáforo peguei o que restava de forças e "taca-lhe pau" sprint final e passei o Príncipe... hahahahahahahahahaha

Galera, foi um pedal para poucos não somente por conta da distância, mas a elevação, vento, sol e chuva, isso tudo engrandeceram a conquista de cada um. Obrigado por estarem junto nesse momento!!!




236,14 km pedalados
2.827 metros acumulados de elevação
+/- 10 pneus furados
11 participantes
47º foi a sensação térmica máxima 
23,2 km/h média de giro
16,0 km/h média geral
70,1 km/h velocidade máxima
14:55 horas de pedal

Suplementação:
- BCAA
- Gel
- Suum
- Gatorade
- Cafeína
- Sal de fruta


As dores mais comuns dos ciclistas

Diversas pesquisas apontam que a grande maioria dos ciclistas sentem dores ao pedalar. Essas dores na maior parte das vezes são decorrentes de um ajuste incorreto de suas bicicletas em função de seus corpos.

Veja a posição dos manetes de freio.
Para isso existe o Bike Fit, um serviço de ergonomia feito para o ciclista. Durante o bike fit, o corpo do ciclista é medido e são feitas diversas análises com o ciclista na bike e fora da bike, para determinar as carcterísticas do seu corpo, estilo de pedalada e uso que o ciclista fará da bicicleta.
Após todas essas análises, a posição do ciclista é ajustada em função de seu corpo.

AS DORES MAIS COMUNS DOS CICLISTAS

·         Dor no pescoço: As dores do pescoço estão relacionadas a uma posição do guidão muito agressiva (lê-se guidão muito baixo e/ou distância guidão-selim muito longa), ou a ponta do selim voltada para baixo. Com o guidão mal posicionado (e/ou o selim apontado para baixo) geramos uma descarga de peso grande nos braços e nos ombros, ou uma flexão exagerado do pescoço, o que acaba gerando dores na região do pescoço. Se você sente dores no pescoço considere alterar a posição do seu guidão, e procure um bike fit o mais rápido possível, já que o longo prazo você pode desenvolver uma lesão crônica nos ombros, pescoço ou coluna.

·         Dor Lombar: Estima-se que 80% dos ciclistas sinta algum tipo de desconforto lombar. É muito, não acha? A dor lombar geralmente está relacionada à falta de força dos musculos posturais (musculos do core – abdominais e paravertebrais) somada a um guidão baixo demais. Fique atento, se você não possuir uma boa flexibilidade, considere subir a altura do seu guidão. Além disso, que tal deixar de preguiça e levar a sério os exercícios de alongamento e de fortalecimento do core, hein? Uma boa referência para entender melhor o assunto é o artigo Ciclismo e Dor nas Costas.


·         Dores nos punhos: As dores nos punhos ou os casos de dormência na mão, normalmente estão relacionados à má distribuição de peso do ciclista sobre a bicicleta, o que pode impor muito peso sobre as mãos do ciclista. Outro problema muito comum é a falta de alinhamento das manetes de freio (e cambio) em relação às mãos do ciclista. O ideal, enquanto você estiver com as mãos no guidão, é que sua mão esteja alinhada ao antebraço. Muita flexão ou muita extensão dos punhos irão gerar dores.

·         Dor na bunda Desconfroto ao sentar: O desconforto ao sentar, é mais comum aos iniciantes, que ainda não estão acostumados a descarregar o peso sobre os ísquios, mas esse desconforto tende a diminuir com o passar do tempo, no entanto é importante considerar a escolha do selim ideal e o correto ajuste do selim, que deve ser ajustado de acordo com o corpo dos ciclista.  Selins altos demais, contribuem bastante para o desconforto ao sentar.

·         Dormência nos pés: a dormência nos pés é outro ponto muito comum de desconforto entre os ciclistas (e mountain bikers). Esse tipo de desconforto pode estar relacionado à sapatilha apertada demais (não exagere no aperto das tiras da sua sapatilha) e ao mal posicionamento do taco do pedal. Para isso procure um bike fitter! Outro ponto que contribui bastante para a dormência nos pés é o uso de sapatilhas com solas moles (sabe aquelas sapatilhas que parecem tênis?). Esse tipo de sapatilha é muito bom para caminhar, mas ao pedalar a sola mais mole não oferece o suporte necessário para o ciclista.
  

PEDREIRA DESATIVADA E SINGLE ZEU




30/08/2014 - Pra fechar o mês pedalando na terra!!

Combinamos entre alguns poucos amigos de Holambra e decidimos fazer um pedal "curto", nada além de 50 km. Durante a semana estava tudo certo de que iríamos eu e o Thomas, e na hora do pedal, para nossa surpresa, fomos com mais três amigos... Sandre, Fernando e um parceiro novo de pedal o Wagner Ferrari.

Saímos do posto Pioneiro no centro da cidade por volta das 07:30 e seguimos para o bairro do Palmeirinha, de lá seguimos para a pedreira desativada, onde alguns já tinham ouvido falar que existia mas nunca entrou nela pra conhecer.






Parada rápida e voltamos para o nosso caminho. Nesse momento estávamos seguindo para o Single de eucaliptos, conhecido também como "zeu". E na empolgação do pedal passei da entrada e tocamos o bonde por alguns quilômetros a frente. Saímos na estrada vicinal que liga Mogi Mirim a Artur Nogueira, pra ser exato, no ponto onde fica as Vendas Nova e Velha. Pedalamos um pouco no asfalto e adentramos numa estradinha de terra que nos levou novamente ao nosso caminho e fizemos o single. Esse também foi novidade para alguns e mesmo quem já conhece, curte bastante o trecho.












Voltamos e a volta fomos cair no trecho de quem vai pra Cosmópolis, de lá entramos da trilha da igrejinha que fica no bairrinho e chegamos no Fundão. De lá foi só descer e chegar de volta a cidade e tomar aquela verdinha pra celebrar a amizade e o privilégio de poder fazer o que gostamos.



Valeu e que venha o próximo!!


Distância: 57 km
Participantes: 05
Pneus furados: 00
Compra de terreno: 00


SR14 - BREVET 600 HOLAMBRA - 2014






26 e 27/07/2014 – Como começar essa postagem? Não sei! Mas sei que começou assim...

...quando mudei para a cidade de Holambra, um dia qualquer pego o jornal local e vejo uma matéria de que cidade recebera uma etapa de um tal Audax, ciclismo de longa distância. Porém fiquei sabendo depois que havia acontecido.

Fiquei atento e comecei a buscar informações na internet, até que em 08 de dezembro de 2012 estou eu lá na vistoria, com a minha MTB e aguardando a largada para o meu primeiro Brevet 200 e quem fez, lembra que este foi o brevet literalmente dos infernos!! rsrsrssr  Calor absurdo!!!

Até então, iniciante na modalidade, queria mesmo era concluir aquela etapa. Brevet 300 e 400 foram consequências de um pensamento “vamos ver até onde vai”!

No calendário 2013 acabei fazendo seis etapas incluindo a última que foi o Brevet 600. Neste, eu queria muito, mas como primeiro ano na modalidade, cometi alguns erros na qual me levaram a desistência com 340 km pedalados. Fiquei, além de cansado, triste!

Coloquei como meta ser "SR14" (Super Randonneur – quando se tem no mesmo calendário as conquistas dos Brevet’s 200, 300, 400 e 600 km). E fui pedalar atrás disso com mais dedicação, treinos e inteligência. O aprendizado do primeiro ano me ajudariam nisso!


CLIQUE NA IMAGEM E SAIBA MAIS SOBRE A MODALIDADE E SUAS REGRAS

VAMOS AO CALENDÁRIO 2014



Tive sorte na questão de logística pois a cidade de Holambra sediou ao menos uma etapa de cada Brevet, porém a vantagem foi apenas logística, pois os famosos tobogãs são os sugadores de energias ciclisticas da região.

No brevet 400 tive a infelicidade de lesionar o joelho esquerdo, acredito que não somente por conta da prova, mas sim pelo excesso de treino, que pra mim pode ter sido puxado.
Acabei não relatando como foi o brevet 400 justamente pela tristeza da lesão. Onde o médico me afastara dos pedais por 50 dias! Vinha na preparação desde novembro de 2013, aguardando o dia 26/07/2014 e do nada receber a informação de que não vai poder pedalar, foi complicado!

Fui em busca de informações e opiniões, fiz alguns testes pedalando e não senti nada. Baixei alguns exercícios e alongamentos na “santa internet” e passei a fazer em casa (com a participação da minha filhinha de 2 anos! Era eu chegar em casa que ela falava "Pai, vamos fazer exercício"? e isso continua até hoje). No penúltimo dia para pagar a inscrição no Brevet 600, fui para um teste chave... Subir de MTB o Pico do Gavião na cidade de Andradas/MG. Não subi no ritmo que acredito que poderia, mas subi no ritmo que conseguiria e no final “sem dor”!
Inscrição feita, tratamento caseiro no joelho e nenhum treino acima de 100 km. Isso realmente me preocupava! Mas vamos lá, o “não” já temos.


O BREVET

No quesito ansiedade, estava muito bem resolvido com isso. Com tudo já organizado ao longo da semana, no final da tarde de sexta-feira (25/07), fui até o centro da cidade para encontrar os amigos “audaxiossos” e papear um pouco. Logo voltei pra casa pois a vistoria começara as 02:40 da madrugada e precisava dormir.

O ambiente na vistoria estava tranquilo, eram 99 ciclistas que encarariam esse desafio e rever todos os amigos e parceiros dessa temporada reunidos ali foi formidável! Algumas ausências foram sentidas como os brothers Daniel, Hermes, Sandro, Auro e Nino. Mas tudo na vida tem um porque e respeito a posição de todos, pois sei que respeitariam a minha!


Como iria pedalar muito, não queria fazer a vistoria e voltar pra casa para o café, então levei o café comigo e entre os abraços e apertos de mãos ia me alimentando antes da prova.

Falando de mim, estava tudo muito estranho, estranho pra melhor! Eu estava muito tranquilo, focado na minha estratégia e consciente da lesão. Com isso montei um plano para utilizar as 40 horas possíveis na conclusão dos mais de 600 km.

Esta etapa foi dividida em três “pernas”
  1. Holambra x E.S. Pinhal x S.J. Boa Vista x Aguaí x Casa Branca x Mogi Mirim x Holambra
  2. Holambra x Artur Nogueira x Engenheiro Coelho x Limeira (e retornava pelo mesmo caminho)
  3. Holambra x A. Nogueira x E. Coelho x Limeira x Arraras x Leme x Pirassununga x Porto Ferreira (e retornava pelo mesmo caminho)

No meu caso, totalizando 611 km por opção de nas chegadas a Holambra, eu iria passar em casa e recarregar as baterias reencontrando a família.


LARGADA e “PRIMEIRA PERNA”



Largamos pontualmente as 04:00 e a temperatura estava baixa!
Caso tenha curiosidade em saber, estava utilizando: meia, sapatilha, botinha, pernito de inverno, bermuda, camiseta segunda pele, camiseta manga longa do grupo de pedal, corta vento, colete refletivo que na frente é corta vento e impermeável, luva de neoprene e bandana.
Saímos e como na largada tem muita gente, foi cada um no seu ritmo e a turma se separou. No decorrer da pedalada as tribos foram se formando e a nossa estava bacana, comigo estavam Kadu, Paulinho, Fernando, Elber, Wilson e Roberto. Normalmente um ou outro puxa um pouco mais, mas no PC01 todos juntos!

Tempo de parada é complicado, nesse momento cada um faz uso da sua estratégia e a principal delas é não fazer hora nos PC’s. #picaamula #vaza





Saímos e giramos praticamente juntos até o PC02 em Casa Branca. Eu, Fernando e Wilson. Fizemos uma parada no antigo PC02, a churrascaria Chaparral e lá tomamos um café quentinho.

Chegamos em Casa Branca por volta das 10:30. Me alimentei, alonguei e as 11:00 estava partindo para retornar à Holambra.
O Fernando ainda precisava ir ao banheiro e arrumar as coisas, então saímos eu e o mister Wilson. Rodados 4 km ele se deu conta que esqueceu as caramanholas no PC e ali combinamos que eu seguiria pedalando e ele voltou no ponto de controle.






Pedalei sozinho até Holambra, fazendo mais uma parada rápida no posto em Mogi Guaçu. Minha chegada no PC03 (Holambra) foi registrada as 15:36.
Como já planejado, fui pra casa, almocei (arroz com purê de mandioquinha) tomei uma ducha, vi meus filhos e minha esposa fez uma bela massagem nas pernas, troquei de roupa e as 17:00 fui para a segunda perna.

Obs.: Minha filhinha perguntando se meu joelho doeu, foi de encher os olhos!!

  
SEGUNDA PERNA

Nesse momento já havia pedalado cerca de 250 km e as 17:00 já estava na pista para mais 100km (ida e volta até Limeira). O clima permaneceu frio, porém sem chuva e o movimento de pedalar aquecia o esqueleto. Resumindo, não pense em parar de pedalar. E foi assim até o PC04 na cidade de Limeira, na qual cheguei as 19:19.

Tomei algo gelado para dar energia e depois quente para aquecer. Fiz o básico e “vazei” dali pra voltar o mais rápido possível.

No meu planejamento, iria dormir no final da segunda perna, então este foi meu combustível psicológico para terminar aquilo logo. Porém o logo, sem esquecer do joelho e fui no controle da velocidade pra não ter problemas no decorrer da prova.

Essa “perna” a fiz 100% sozinho, os parceiros da largada eu não tinha notícias de nenhum deles. Se haviam desistido ou estavam na pista. Com exceção do amigo Paulinho que passei por ele nesse trecho.

Finalizei a segunda perna as 22:19 do dia 26/07 e no PC de Holambra encontro com o Elber. Nesse momento estava saindo para encarar o segundo trecho, que infelizmente, acabou se perdendo e não dando tempo de pegar o PC aberto, teve que abandonar.



Tudo dentro do planejado e fluindo de forma espetacular! Retornei pra casa, e ao chegar no portão minha esposa ficou admirada com a precisão do horário que eu já havia dito que chegaria. Minha princesinha na porta me recepcionando e meu filhão perguntando quanto que já havia pedalado. SENSACIONAL esse apoio!!

Outro banho e cama... nessa hora o estômago começa a querer me complicar a vida e chegam os meus enjoos. Consegui descansar, pois dormir mesmo era complicado com aquela adrenalina. Mas me dei ao luxo de ficar na cama até as 04:00 da manhã.

Ao levantar, minha esposa já estava preparando um café para eu comer enquanto me arrumava. Consegui comer (na marra) e ao sair o clima prometia o que as previsões anunciavam, frio e chuva!


TERCEIRA PERNA

Novamente sozinho e marcando 05:00 da madrugada do dia 27/07, estava eu fazendo a rotatória do Moinho em direção a cidade de Artur Nogueira. Nesse momento começa a chover, chuva que nos acompanhou até Limeira.

Com cerca de 7 km pedalados nesse trajeto, existe um estreitamento no acostamento devido a duas pontes e você é obrigado a entrar na pista. Como sou da cidade, isso não é novidade pra mim, porém não sei o que aconteceu que ao passar pela primeira ponte, automaticamente retornei ao acostamento. Tudo muito rápido e quando dei conta já estava entrando com a bike dentro da vala. Chovendo, escuro, tudo molhado e a bike fica de lado com a roda traseira na valeta! Ali foi a mão de Deus que não me deixou cair. Justo o pé que consegui desclipar, foi o que conseguir apoiar no chão e me equilibrar. Agora imagina isso tudo em menos de 5 segundos.

Sem perder tempo e tudo reestabelecido, sigo meu caminho. Alguns quilômetros a frente o Fernando me alcança e ficamos felizes de não estarmos mais sós (tanto eu, quanto ele). Feliz por reencontrá-lo e triste com as notícias.

Mister Kadu havia abandonado no PC de Limeira. Kadu parceirão no Brevet 300 e 400, senti muito a sua desistência. Mas voltará mais forte do que nunca!

Com o acúmulo de km’s nas pernas, com o clima que não estava amigável, o estômago enjoando, começa o psicológico a trabalhar em favor do corpo solicitando que você pare de fazer aquilo imediatamente. Meu rendimento despencou. Chegamos no Graal de Limeira (o segundo, pois a entrada dele tem menos paralelepípedo) e lá encontramos o Richard que acabara de abandonar.
Eu já vinha com meus problemas e ouvir o Richard falando na desistência dele, confesso que por pouco o meu psicológico me venceu! O mister Fernando percebendo meu estado físico e mental, começa a tentar me motivar. Decido então, antes de tomar qualquer decisão, entrar no Graal e tomar algo bem quente e comer alguma coisa. Feito isso, ao sairmos de dentro da loja, a chuva praticamente havia acabado, porém o vento estava forte e com ele, o frio.
Pode parecer estranho, mas foi justamente o vento que me motivou a continuar! Vendo as bandeirolas do posto de combustível, elas estavam quase saindo do mastro com o vento, porém ele soprava na direção que precisávamos seguir.

Saímos e conversei com o mister Fernando em outras palavras, mas o sentido era mais ou menos esse...

            ...amigão, estou de speed você com uma TT, meu rendimento está abaixo do seu e não quero de forma alguma comprometer a prova de ninguém, então segue teu caminho que vou na minha pegada.

E assim continuei viagem, sempre olhando a média de velocidade geral (aquela que calcula a velocidade de giro e também das paradas) e para concluir dentro do tempo estabelecido na prova, sua média geral precisa estar no mínimo em 15km/h. a minha estava em 14.7

Isso indicaria, pedalada está sendo em vão, seu ritmo não vai te deixa chegar no PC de Porto Ferreira antes dele fechar!
Eu precisava fazer mais uma parada para abastecimento e isso antes do PC e a única forma disso dar certo é pedalar mais forte. Pois bem, vamos tentar!!!

Aumentei a minha média para 15,2 e restando 25 km para o PC, fiz a parada. Tomei água de coco, reabasteci as caramanholas e quando fui verificar os pneus, advinha???? É amigo, haja emoção!!!! Pneu traseiro furado!
Enche com a bombinha e não faz efeito, então o jeito é partir pra troca mesmo.
Pega aqui, arruma ali, roda montada e por sorte passei a levar comigo CO² e o pneu estava prontinho em poucos minutos.

Porém, lembra da média? Então, essa não dá trégua, parou, caiu!!!! Agora ela estava em 14.8 km/h. Pedala daqui, abaixa no guidão dali e o PC que fechava as 12:03 eu consegui chegar nele as 11:45.
Chegando lá ainda encontro o Fernando e o Wilson na qual já estavam partindo.

UFFFFFFAAAAAAAA!!!!

Por lá a organização havia preparado uma bela macarronada, Coca Cola e tudo mais que eles já disponibilizam nos PC’s. Precisava comer e o macarrão desceu muito bem.

Pronto!!! Tudo volta ao normal em relação ao meu planejamento de tempo na prova. Agora tenho até as 20:00 para chegar na cidade das flores, porém essa volta não seria somente flores. O bicho pegou!!

Pneus verificados e corrente lubrificada, então vamos para os meus últimos quilômetros de prova. Agora chegou a hora de aplicar a “TC” – Tática Ferrari... rsrsrsrsrs
É isso aí... se eu pretendo fazer mais paradas, preciso acelerar para melhorar a média e parar tranquilo.
Então pernas pra quem te quero e vamos que vamos. Consegui, dentro das possibilidades, render legal e a bendita média subiu para 15.4

Fiz a minha parada na cidade de Leme, comi e bebi, reabasteci apenas uma caramanhola para girar um pouco mais leve, pois sabia que lá na frente teria onde pegar mais água.

Neste posto uma notícia chata, chega o amigo Paulinho e sua guancheira havia quebrado quilômetros atrás e ele passa a pedalar sem câmbio traseiro, fazendo com que a sua média despenque e correndo o risco de não chegar a tempo, e foi o que infelizmente aconteceu. Chegou com o tempo estourado e não pode brevetar. #Guerreiroessecara

Vamos lá, continuo a saga e na cidade de Limeira parei no posto da Polícia Rodoviária para pegar mais água. Não demorei quase nada e sigo na viagem.
Lembro que nesse momento o vento volta a soprar, porém contra. Ao menos não tinha mais chuva e ao ver o horizonte não tinha perspectiva de que ela voltaria.

Como combinado, ao chegar em Limeira, restariam 50 km para o final e de lá eu ligaria para a minha esposa.

         Mor, estou em Limeira e faltam 50 km, estou muito cansado e devo concluir dentro do tempo, porém com tempo apertado. 
        OK, você vai conseguir!

Éééé.... quem foi mesmo que deu a ideia de eu fazer isso??? hahahahahahahaha

Continuei controlando minha média geral e ela nunca mais ficou abaixo dos 15,4 e fui contando a chegada não por quilômetros restantes, mas por subidas faltantes e nisso me restavam duas que me fariam sentir. A subida do pedágio de Engenheiro Coelho e a do Bairrinho em Holambra.

Sem empurrar em nenhum momento e revessando a pedalada em sentado e em pé, passei pela primeira e chegando na praça de pedágio de Artur Nogueira, precisava deitar e esticar as costas! Ali me restavam cerca de 23 km pro final.

Segui, atravessei a cidade e quando restavam cerca de 8 km acabara a minha água. Fazer o que, é o que tem pra hoje. Nesse momento lembrei que pagar com Visa é bem melhor não é Hermes? rrsrsrs

Com o controle da média, percebi que daria tempo tranquilamente e chegou o momento de falar, vamos apenas levar o carro pra garagem! Fui muito, mais muito na maciota, teve uns 5 ou 6 ciclistas que me passaram, mas não ligo! Afinal não é competição e o meu planejamento de fazer utilizando as 40 horas havia dado certo, cá estou há poucos quilômetros do fim e com tempo pra isso!

Passei pela última subida, vieram algumas descidas e ao passar em frente do Moinho meu pneu furou! Quase chutei a bike, mas ela não tinha culpa e foi muito parceira nessa loucura, mas parar pra trocar, nunca.... vamos do jeito que está!

Quando entrei na Rua Campo de Pouso, onde fica o PC Final, foi SENSACIONAL!!! Avistei a galera no meio da rua e ouvi alguns gritando para apagar o farol... eu pedalando em pé com pneu furado, não entendi na hora, mas apaguei. rsrsrs
Eram 19:39 do dia 27/07 e ter a galera ovacionando a sua chegada, amigos te abraçando e parabenizando, isso sobrepõem todas as dificuldades que tivemos em todo o trajeto!







Agradeço demais a Deus e minha família por essa conquista e não citarei nomes pra não ser injusto, mas teve muita gente que me ajudou nessa. Irmãos, amigos e profissionais. Agradeço todos que pedalaram comigo, que tenha sido 10 ou 400 km, ao apoio que recebi antes de cada brevet, do apoio e motivação ao saber da lesão do joelho, ao meu filho por fazer caminhada comigo, ao Fernando Dechichi Bike Fit por deixar a Veruska perfeita fazendo ela se tornar o “meu número”, a rapaziada da Malvezzis e Mr. Bike, as dicas dos amigos Brother e Eder, aos amigos que giraram comigo em todos os brevet’s, a ORG do clube São Paulo pela preocupação e incentivo.... etc... etc... etc....


NÚMEROS

Distância:                           611 km
Ganho de elevação:            6.652 m
Velocidade média geral:     15,4 km/h
Velocidade média de giro:  22 km/h
Velocidade Máxima:          66,2 km/h
Tempo total de prova:        39:39 h
Tempo total pedalando:      27:46 h
Calorias:                            11.652
Participantes:                      99
Brevetados:                        60
Pneus furados:                    02
Compra de terreno:            00
  

EQUIPAMENTO e VESTIMENTA

Bike:               Soul Ventana Pro 55,5 com conjunto Tiagra (23x53 / 30x12)
GPS:               Garmin Edge 500
Farol:              Magic Shine 900 lumens
Lanterna:         Cataye
Selim:              Fi’zi’k – Aliante Gamma XM
Garrafinha:      Hidrapack
Bermuda:        Mauro Ribeiro e Refactor
Camiseta:        Mauro Ribeiro
Corta Vento:   Refactor
Segunda Pele:  Decathlon
Colete refletivo: Decathlon
Capacete:        Catlike e L.Garnou
Luva:               Fox
Meia:               Curtlo


SUPLEMENTAÇÃO

BCAA
GEL – ZV7
Cápsula de Cafeína

Crédito fotográfico: Roberta Godinho e Cassi Marquezini


BREVET 300 - HOLAMBRA'14


03/05/2014 – Treino para os 400? Pode ser que sim ou não!

Agora a parada é em Holambra, praticamente no quintal de casa, somente não afirmo que é, pois iremos girar bem longe daqui!

Na sexta-feira (02/04), entrando no clima de mais um Audax, fui até o centro da cidade para encontrar alguns amigos do pedal e por lá tinham vários. Pedaleiros na organização e pedaleiros chegando para o Brevet.
Após encontrar os parceiros Rafael e Gleison, fui buscar a família e jantamos juntos. Tratamos de conversar alguns pontos importantes da etapa e logo em seguida, acabar de arrumar as tralhas e tentar dormir, pois no dia seguinte estaríamos de pé antes de o sol raiar.

Como a etapa deste Brevet 300 foi em Holambra, pude me organizar e sai de casa com tudo resolvido e as 03:45 já estava de pé e a minha esposa já preparando o café para me ajudar.

Pelo horário, o clima ainda estava bem gelado! Com uma manta enrolada, recebo um beijo de boa sorte da Ana Paula, tinha certeza de que esse dia seria especial e já sai determinado a concluir de qualquer forma, “haja o que hajar” vou terminar dentro do tempo limite (20 horas)! Para quem nunca fez um Brevet, sempre fica com aquela cara de que 300 km em 20 horas é mamão com açúcar.... vai lá encarar!

Acho que a determinação e o foco foram tanto que fui o centavos 0,02 a fazer a inscrição e o primeiro a chegar na vistoria. Vistoria feita, passaporte na mão e fui para o meu cantinho de sempre quando tem etapa em Holambra.





Por lá fiquei sentado e me concentrando, às vezes me levantava para cumprimentar algum pedaleiro amigo e voltava para o meu canto.

Fiquei por um tempo cuidando das magrelas do Gleison e do Rafael e quando eles chegaram do café e o briefing começou, percebi que a muvuca seria grande na largada e me posicionei lá na frente, depois do Rogério Polo.


PC 00 x PA 01 x PC 01

As 07:04 da manhã foi autorizada a largada. Para fugir um pouco da bagunça e poder pegar o acostamento da pista com menos ciclistas, nos primeiros 10 km resolvi apertar um pouco o ritmo e assim girar mais seguro.

Lógico e evidente que muitos outros ciclistas melhores preparados que eu OU porque iriam fazer o Desafio 100, estavam passando numa velocidade maior. Porém estava concentrado e mantendo o “meu” ritmo sob controle. São lições que aprendemos quando estamos no décimo brevet.

Percebi que num trecho, ainda antes de Artur Nogueira, passei por um grupo que ao me ver passar, entraram no vácuo. Dei uma olhada pra trás e pensei, pronto, não estou mais sozinho!

Um deles era o Fernando Fazzane, muito gente boa e o único representante de Boituva/SP, com ele fomos puxando um pequeno pelotão, porém os caras eram uns “chupa roda”. Gostam de pegar vácuo, porém não colaboravam puxando.



Estávamos todos juntos quando na altura do km 35 escuto um estouro, a princípio pensei ser um pneu furado, analisei e nada, seguimos pedalando. Não muito tempo depois passei a ouvir um barulho na Veruska, foi onde informei os pedaleiros que iria parar (ninguém parou)!

Assim que parei, problema identificado. Era um raio dianteiro estourado! Sem perder mais do que um minuto, tratei de prendê-lo entre os outros raios e segui viagem. Voltei a pedalar sozinho.

Primeira surpresa boa, na verdade muito boa. Antes de chegar a Limeira, um carro chegando próximo a mim começa a buzinar como louco, quando emparelha comigo, era o meu amigo Benny passando bons fluídos e energias positivas. O cara é parceiro!!!!

Segunda surpresa, quase no trevo de Limeira, no sentido contrário e não era participante da prova, passa um ciclista e grita “VAI JOTA”.... retribui a saudação com um grito “aaaaoooooo”, gostei muito, mesmo não identificando quem foi. Caso você esteja lendo, me fale quem foi? rsrsrsrs  No meu achódromo acredito ter sido o Cleber, mas não posso afirmar.

Por estratégia minha e principalmente com a condição do tempo colaborando, optei por não parar no PA01, visto que não era obrigatório para os participantes do Brevet 300. Prossegui e fui passando por Limeira, Leme, Pirassununga e logo depois viria Porto Ferreira.
Faltando uns 15 km para chegar em Porto Ferreira a terceira surpresa. Um cabra sangue bom encosta ao meu lado e diz, “faaaaala Jota”, eis que surge na história o mister Kadu de Campinas. Pedalamos juntos até o km 124 que também era conhecido como PC01. Nele, chegamos as 11:35.

Nesse momento, cheguei perguntando se por acaso não existira uma roda dianteira sobrando, pois a minha já estava um “8”.





PC 01 x PC 02

Fizemos uma parada de aproximadamente 25 minutos no PC 01 e foi o suficiente para chegar o Sandro e o Auro.
Tudo resolvido (menos minha roda) e acertado, fomos seguir viagem e o Auro e Sandro vieram juntos.

Neste exato momento surge o quinto elemento do grupo, o Mister Elber da cidade de Salto/SP. Nunca nos vimos e já se tornou mais um amigo ganho em brevet’s. Ele perguntou se poderíamos ir juntos.

Esse trecho eram 50 km de pedal, porém o mais exigente na questão altimétrica. Não que seja uma serra longa e com aclives de 20%, mas pra quem já estava com 125km pedalados e ainda faltariam 175, a concentração e o foco tinham que falar mais alto para não quebrar no caminho.

No começo deste trecho o Elber e o Kadu, deram uma chinelada e sumiram na frente. Eu permaneci na minha tocada, já conhecia o que tinha pela frente e queria fazer uma prova tranquila.

Minha roda passou a dar trabalho e mesmo com a ferradura 100% solta, o aro ainda assim pegava na pastilha (dos dois lados) e eu literalmente virei um “roda presa”. Com este desempenho, logo o Sandro e Auro me alcançaram e fomos juntos.
O trecho não estava fácil, além dos pontos já citados acima, também passou a fazer parte do cenário um bendito vento contra.

Alguns quilômetros pedalados e vimos um pedaleiro sentado no acostamento, era o mister Elber. Não paramos, mas ele levantou e nos alcançou. Passamos a pedalar juntos novamente e agora em quatro pedalantes.

Na metade dessa perna, propus uma parada rápida, coisa de cinco minutos. Todos aceitaram, desaguaram na moita e seguimos nosso caminho. Restando umas três subidas para chegarmos à cidade de Casa Branca, conhecido popularmente de PC02, encontramos o mister Kadu também parado no acostamento e quando passamos ele embarcou na turma.

Restando duas subidas Elber ficou pra trás, com dores na lombar e o Kadu ficou com ele. Chegamos ao PC 02 as 14:46.

Assim que cheguei, o sempre solícito Rogério Polo, veio ao meu encontro e perguntou “o que aconteceu com a sua roda?”, em minutos ele, experiente como é, alinhou a roda mesmo com o raio quebrado. Assim poderia seguir meu caminho. E mesmo se a roda não se ajeitasse e eu não tivesse saída, iria terminar com o que tinha!




Nesse momento, me veio a possibilidade do mister Hermes me salvar. Liguei pra ele e combinamos de nos encontrar no PA 02, próximo de Aguaí. Lá ele estava com uma roda inteira e com o pneu já calibrado.

Almoçamos, conversamos e arrumamos as tralhas para seguir nosso objetivo. (e o Hermes sempre junto)
Daí em diante, fomos sempre os cinco... as vezes 6 ou 7, mas no final os cinco!




PC 02 x PA 02

Partimos do PC02 o dia bem claro e sem a necessidade de iluminação artificial. O trecho até o PA02 foi num ritmo bom, com revezamento e mantivemos uma boa média de pedal.

Neste trecho tivemos um e único pneu furado no grupo, foi do Kadu. Pneu que já havia dado problema pra ele lá atrás e já estava com um manchão. Sorte que o Auro levara um reserva e o emprestou.



Ficamos um bom tempo parado ali para a troca e quando retomamos o pedal, logo chegamos no Ponto de Abastecimento e lá encontrei o Hermes, a Lú e o Matheus (esposa e filho do Hermes).

Como ficamos um bom tempo parado na troca do pneu, no PA somente reabastecemos, troquei a roda dianteira, trocamos as lentes dos óculos e “pau”... seguimos viagem. Isso tudo não deu mais do que 8 minutos.
Fomos tão rápidos que saímos e esquecemos o mister Kadu por lá. Ele havia entrando no Frango "Assalto" e não tínhamos visto. Porém em poucos quilômetros na frente, ele já nos alcançara!

PA 02 x PC 03

Pedalamos alguns km’s e logo a noite começou a chegar e acendemos os faróis. O trecho também foi tranquilo, gostei muito do meu rendimento. Senti que estava sobrando e se fosse preciso eu conseguiria aumentar o ritmo sem sacrifícios. Porém, pedal noturno é outra coisa. Não custa nada tirar o pé um pouco e seguirmos em turma, sem abandonar ninguém no caminho.

Um pouco antes de Mogi Mirim, percebi que o ritmo do nosso grupo estava diferente, alguns não estavam tão bem a ponto de acompanhar os da frente e resolvemos fazer uma parada fora de hora assim que saímos da Rodovia Ademar de Barros.

E a tal parada foi providencial, pois o recém amigo Elber estava “aparentemente” com queda de pressão e sentou-se no chão para saborear uma pedra de sal.

Deste ponto até o PC03 restavam apenas 14 quilômetros e sem nenhum risco de alguém se perder. Nesse momento, já escuro e ficar parado congelava, decidi apertar um pouco o passo e junto comigo vieram o Kadu e o Auro.

Chegamos no Ponto de Controle as 19h36 e logo alguns minutos chegaram o Elber e o Sandro.

Eu sempre digo... chegou neste PC aberto são 99% de fechar a etapa com sucesso! Nesse ponto, geralmente de noite e com o frio que faz na região, a ORG sempre disponibiliza um macarrão instantâneo pelando de quente. Desta vez comi muito pouco, o bendito do estômago queria ficar zoado e nem água estava descendo.

Pedi uns minutos aos companheiros, tentei tomar água gaseificada e um refrigerante de limão, que não desceram nem ferrando.



Foi então que decidimos partir!





PC 03 x PC 04 (final)

Neste trecho o Sandro falou “agora o Jota não vai mais na frente, vamos no meu ritmo”!!! hahahahahahahhaa

Pra mim estava bom, parei de pegar vento no peito e fui acompanhando os Brothers. Confesso que em alguns trechos estava louco pra acelerar um pouco. rsrsrsrsrs

Fomos tranquilos e um pouco antes de entrar em Artur Nogueira, assumi a dianteira para guiarmos no caminho certo e logo que pegamos a estrada pra Holambra voltei pra rabeira.
Esse foi o momento de falar “Agora é só levar o carro pra garagem”!!

Chegamos a Holambra, na pousada Oca, as 22h04 totalizando 14 horas e 59 minutos de prova, sendo que o limite são de 20 horas.

Ficamos felizes com o tempo que fizemos e eu principalmente pela resposta que os treinos me proporcionaram. Levando em consideração os 130km com a roda presa e no finalzinho o estômago “querendo” dar trabalho, gostei muito do meu estado físico ao término da etapa.

E não poderia deixar de falar do “AAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEE” que a Silvia solta todas as vezes que chega algum pedaleiro concluindo a etapa.

Depois dos registros fotográficos feitos, da tradicional mordida na medalha e da lembrança ao amigo e parceiro Hermes...



...fomos tratar de tomar “uma” e comer alguma coisa. Acompanhei os amigos, mas não descia nada!!!
O tempo passou e o frio pegou de jeito, nos despedimos e fui pra casa batendo o queixo de frio... por lá, foi tomar um mega banho quente e cama!

PARCEIROS NESSA EMPREITADA

Mister Elber

Mister Sandro

Mister Auro

Mister Kadu


Se pretenderes fazer algo na vida e acha que não é capaz, tente! Mas tente de todas as formas, seja determinado! Temos mais força do que imaginamos e todos nós somos capazes!

No entanto, não esqueça que o sabor de chegar a algum lugar é diferente se nós o compramos ou se nós o conquistamos, treine, dedique-se e seja determinado!! 

Distância: 300 km
Pneu furado: 00
Velocidade Máxima: 70,8 km/h
Média de velocidade em Movimento: 24,5 km/h
Média de velocidade Geral: 19,7 km/h
Ganho de Elevação: 3.187 metros
Problemas: 01 raio estourado
Equipamento: Veruska (Soul Ventana Pro)