RETORNO AOS PEDAIS



Quando temos uma conquista sempre agradecemos e por isso novamente venho aqui fazer os meus.

Neste fim de semana (27/06/2015) aconteceu o Brevet 600km que na verdade foram 617 km de bike na qual deveríamos concluir no limite de 40 horas.

Pois bem, apesar de ter abandonado com 310 km minha maior conquista foi poder ver na prática que meu condicionamento está melhor do que quando parei para operar. Tive que abandonar, pois na altura do 270 km pedalados passei a sentir um incômodo no ombro operado e não podia colocar em jogo os 4 meses de tratamento! Levei o carro pra garagem por mais 40 km até chegar no PC03 na cidade de Bauru/SP.

Audax é viver todas as sensações em uma única prova! É dor, limite testado, psicológico forte, crenças, família, amigos e sem falar nas adversidades climáticas que, diga-se de passagem, nessa etapa o “bicho pegou”!

Bom, sem mais delongas agradeço:

Á Deus!

Ana Paula Andrade Melo, Felipe, Lucca e Juliana por sempre me apoiarem e por colaborarem com a paciência da minha ausência por conta de treinos e provas.

A todos meus amigos e irmãos que me enviaram mensagens de apoio e motivação.

Ao parceirão Hermes Semeghini Finazzi Filho e Benny Van Rooijen por todo o apoio.

Aos parceiros Maury Nunes Brochi, Carlos Reis, Eder Vieira e Marcos Goes.

Aos parceiros de prova Jefferson Covolan e Carlos Eduardo Campos na qual fomos juntos até onde foi possível eu participar e dizer que vocês estão muito brutos!

Ao grande mister Ivan Albano e Malu também pelo apoio e motivação, mas principalmente pelos treinos, dicas e conselhos na qual fizeram a diferença nesses apenas dois meses que antecederam a prova. ‪#‎AVANTE‬ que é só o começo!

Eu havia colocado essa etapa de 600 como meta para me manter focado na recuperação e no treinamento, e deu 200% certo, pois a previsão de retorno aos pedais era de seis meses e com 4,5 estava eu fazendo mais uma largada de Audax.

Independente de eu ter concluído ou não, fico com o sentimento de vitória pela conquista na recuperação, por ser privilegiado com a oportunidade de ter ajudado os parceiros de alguma forma e PRINCIPALMENTE por ver os amigos fechando esse que foi um brevet “CASCA GROSSA”.

PARABÉNS Marcos Goes, Kadu, Eder e Reis.... Como também Jeff (Master Chef) e Maury.

Obs.: O tal do ombro está legal e bom, tomei essa atitude como medida de prevenção. Estou super bem e ele continua bom!! rsrsrs






Fazer exercícios em jejum queima músculos e preserva gorduras




A sabedoria do corpo humano não tem limites. O mecanismo de controle de vida e da sobrevivência é um dos que faz da espécie humana uma vitoriosa na adaptação ao longo dos séculos de desenvolvimento. 

Esse controle passa pela eficiência no gerenciamento da energia utilizada para a produção de trabalho dos deslocamentos, para obter comida, reproduzir a espécie e vencer inimigos, isso tudo supervisionado por um cérebro privilegiado que garante as funções vitais, intelectuais e cognitivas. 
Poupar e estocar energia passa, então, a ser crucial para as espécies. A reposição dos estoques e a troca do tecido gasto (catabolismo) por um novo (anabolismo) exige repouso (sono) o que também consume energia. 
Quando estamos acordados o principal combustível para executar as tarefas de sobrevivência é a glicose. Sem ter ingerido alimento, durante a fase de descanso prolongado o organismo vai buscá-la nos depósitos, tecido adiposo estocado para esta ocasião, entre outras. O objetivo é manter seu nível constante em todos os tecidos para as funções diversas que estão sendo executadas. 
O cérebro devidamente suprido por esse combustível, analisando o quadro descrito, seguramente irá somar 2 mais 2: se eu permanecer em jejum após o despertar e fizer exercício, vou queimar gordura e emagrecer! Correto? Não! 
A coisa pode funcionar por um curto período de tempo: com o estoque reduzido de glicogênio pelo longo tempo sem comer, as reservas de energia, o tecido gorduroso, são acionadas para fazer a reposição, pois esta é a substância responsável por manter todas as funções do corpo humano. 
Mas, e sempre temos um "mas", se você está pensando em consumir rapidamente seu pneuzinho de gordura com esse truque, saiba que ele tem validade. Como tudo no funcionamento do corpo humano, a utilização dessa reserva nessas condições foi dimensionada para uma situação de repouso, o sono, já comentado. 
Ao iniciar uma atividade física em jejum, depois de uma noite de sono e, com a lipólise em andamento para produzir glicogênio e glicose, em determinado momento haverá um entendimento normal e fisiológico de que há dificuldade de se achar alimento. Neste momento, as reservas energéticas - a gordura, passará a ser poupada e os músculos, as proteínas, serão recrutadas para o processo de produção de energia. 
Veja que este é um bom caminho para parecer magro, ou seja, ser um falso magro. Ao prolongar o jejum e repetir a atividade com privação de alimentos energéticos, os estoques de gordura serão preservados e os músculos consumidos. Você ficará mais magro, mas mais flácido também. 
Outro fator a ser levado em consideração é o mal estar que a atividade em jejum traz. Tontura, fraqueza, náuseas e vômitos podem ocorrer durante a atividade sem contar que o rendimento que terá a tendência de cair na tentativa de poupar energia. 
O consumo forçado de proteínas para produção de energia também tem seu lado negativo. Desenhado para ser utilizado em emergências, prolongando a sua utilização pode sobrecarregar os rins e fígado durante todo o processo metabólico de uso do músculo para executar o exercício e para o consumo de energia. 
Bem, o que devemos concluir disso tudo? Mais uma vez que não existe fórmula mágica para consumir as gordurinhas indesejadas. Tudo passa pelo bom senso e esse nos diz que dieta equilibrada com atividade física regular e programada é o melhor caminho. 
Fonte: Ricardo Nahas (médico de esportes) www.minhavida.com.br

II Desafio Holambra/SP x Poços de Caldas/MG



18/10/2014 - Pedal que entra pra série de pedais onde tudo acontece no mesmo dia.

NESTE dia por volta das cinco e pouco da manhã a galera começou a chegar para a concentração do pedal, este que iniciou-se na cidade de Holambra e teve como destino, subir a serra de Poços de Caldas no estado de Minas Gerais.

Começamos o pedal tendo como pedaleiros eu, Eder, Marcos Goes, Pedrão, Ricardo Piloni, Paulão Brother e Mônaco.



Na pista, começando em Campinas já estavam pedalando Daniel Ricardo e Helen Valente

Em Mogi Mirim, estavam a nossa espera os amigos Hermes e Gato Seco.


O pedal começou com um pouco de atraso e quando havíamos pedalado uns 12 km, surgiu o primeiro pneu furado. Pra variar, foi aquela farra até tudo ficar pronto.



Próximo a Mogi, encontramos com os dois amigos (Hermes e GS) onde pedalamos juntos alguns quilômetros.

Chegamos na cidade de Espirito Santo do Pinhal, onde tínhamos uma parada programada para alimentação e reabastecimento.

Parada rápida e seguimos o nosso caminho, agora a caminho de São João da Boa Vista e de lá para Águas da Prata. Trecho complicado, praticamente subindo até A. Prata e sem falar no sol que havia um pra cada um. Um pouco antes de Boa Vista, uma paradinha num lugar estratégico com uma big árvore e um banquinho de madeira providencial.




Quando chegamos em Águas da Prata a primeira coisa que fizemos foi parar na bica d'água para se refrescar e reabastecer as caramanholas  e assim encarar a subida da serra.
Nesse momento, antes da subida, já estávamos com 102 km pedalados e a serrinha com mais 14 e um sol absurdo, nos fez sofrer no asfalto escaldante.

Subimos a serra e ao lado do portal da cidade fomos em um boteco tomamos algo e em seguida descemos a serra. Lá embaixo, arrumar um lugar para comer algo que dê sustância, pois agora só faltava a volta pra casa.




O caminho escolhido para a volta foi pela cidade de Águai. O sol estava absurdamente tirando nossas energias e tivemos que fazer uma parada fora da programação, que foi no posto Chaparral. Nele foi de tirar tudo, capacete, sapatilha, meias e tomar bastante líquido. 

Na continuação do pedal, tivemos mais um pneu furado, o primeiro do mister Piloni na carreira road. Nesse momento estávamos eu, Eder, Piloni e Paulão. 



Com os demais da turma, nos encontramos no Frango Assado. Antes de chegarmos lá, Eu e o Piloni pegamos vento lateral e alguns pingos de chuva que na verdade mais ajudaram do que atrapalharam.
Olhava pra trás e não avistava mais os parceiros Eder e Paulão, foi quando resolvi parar no obelisco e esperar por eles.




Chegando no Frango "assalto", fizemos um tempo por lá e de repente o clima foi mudando e caiu um baita temporal "nervoso" com rajadas de ventos fortíssimas. Três de nós (Eder, Piloni e Paulão) saíram pra pista e os demais resolveram aguardar o temporal passar para reiniciar o pedal.

A partir daí os ritmos ficaram diferentes e o dia começara a virar noite, problema! De todos os nove, somente três levaram farol. E pra ajudar, o grupo ficou picado. Eu mesmo estava girando bem próximo do parceiro Pedrão quando restando uns 20 km de Holambra, meu pneu traseiro furou. Que beleza.... sem farol e trocando pneu no escuro do acostamento, ajudado as vezes pelo farol dos carros.

Fiquei sozinho e um pouco da experiência de fazer Audax ajudou muito no psicológico e fui no meu giro seguindo adiante. Pra trás, olhava e não avistava nenhum dos amigos, imaginei que também tiveram pneus furados.

Há cerca de um quilômetro do trevo de Holambra, escuto um "ooooooooooo"..... eram Pedro, Piloni, Paulão e Eder parados no posto de combustível.

Eu, cansado e sem entender o que estava rolando, gritava da pista... Vamos, falta pouco, vamos!!!!!
E da lá vinha um, "pode ir Jota, pode ir".
Pensei, porque esses caras estão parados estando tão perto do fim??? Tá bom Jota, ta bom, vamos lá falar com eles... Quando chego neles, era mais um pneu furado...rsrsrsrsrsrsrsrsrssrs

Giramos 235 km e somente nos últimos 30 tivemos uns dez furos de pneu!

Pneu arrumado e seguimos nosso caminho, agora restando cerca de 8 km para finalizar. O que me ajudou muito, foi conhecer o trecho de tanto pedalar por ali e mesmo no escuro, sabia onde estava e tinha conhecimento de onde poder girar com a bike.

Chegamos no portal de Holambra, Paulo e Piloni seguiram para o final e eu fiquei para me despedir do Eder e Pedrão. A grata surpresa foi ver a turma toda chegando e não somente os dois. Eu estava pronto pra ir direto para casa, mas vendo a turma toda reunida, eu não iria deixar de chegar junto com eles todos.

Vamos então para o Posto Pioneiro e nos metros finais o Mônaco fez um pouco mais de força e saiu na frente, antes do semáforo peguei o que restava de forças e "taca-lhe pau" sprint final e passei o Príncipe... hahahahahahahahahaha

Galera, foi um pedal para poucos não somente por conta da distância, mas a elevação, vento, sol e chuva, isso tudo engrandeceram a conquista de cada um. Obrigado por estarem junto nesse momento!!!




236,14 km pedalados
2.827 metros acumulados de elevação
+/- 10 pneus furados
11 participantes
47º foi a sensação térmica máxima 
23,2 km/h média de giro
16,0 km/h média geral
70,1 km/h velocidade máxima
14:55 horas de pedal

Suplementação:
- BCAA
- Gel
- Suum
- Gatorade
- Cafeína
- Sal de fruta


As dores mais comuns dos ciclistas

Diversas pesquisas apontam que a grande maioria dos ciclistas sentem dores ao pedalar. Essas dores na maior parte das vezes são decorrentes de um ajuste incorreto de suas bicicletas em função de seus corpos.

Veja a posição dos manetes de freio.
Para isso existe o Bike Fit, um serviço de ergonomia feito para o ciclista. Durante o bike fit, o corpo do ciclista é medido e são feitas diversas análises com o ciclista na bike e fora da bike, para determinar as carcterísticas do seu corpo, estilo de pedalada e uso que o ciclista fará da bicicleta.
Após todas essas análises, a posição do ciclista é ajustada em função de seu corpo.

AS DORES MAIS COMUNS DOS CICLISTAS

·         Dor no pescoço: As dores do pescoço estão relacionadas a uma posição do guidão muito agressiva (lê-se guidão muito baixo e/ou distância guidão-selim muito longa), ou a ponta do selim voltada para baixo. Com o guidão mal posicionado (e/ou o selim apontado para baixo) geramos uma descarga de peso grande nos braços e nos ombros, ou uma flexão exagerado do pescoço, o que acaba gerando dores na região do pescoço. Se você sente dores no pescoço considere alterar a posição do seu guidão, e procure um bike fit o mais rápido possível, já que o longo prazo você pode desenvolver uma lesão crônica nos ombros, pescoço ou coluna.

·         Dor Lombar: Estima-se que 80% dos ciclistas sinta algum tipo de desconforto lombar. É muito, não acha? A dor lombar geralmente está relacionada à falta de força dos musculos posturais (musculos do core – abdominais e paravertebrais) somada a um guidão baixo demais. Fique atento, se você não possuir uma boa flexibilidade, considere subir a altura do seu guidão. Além disso, que tal deixar de preguiça e levar a sério os exercícios de alongamento e de fortalecimento do core, hein? Uma boa referência para entender melhor o assunto é o artigo Ciclismo e Dor nas Costas.


·         Dores nos punhos: As dores nos punhos ou os casos de dormência na mão, normalmente estão relacionados à má distribuição de peso do ciclista sobre a bicicleta, o que pode impor muito peso sobre as mãos do ciclista. Outro problema muito comum é a falta de alinhamento das manetes de freio (e cambio) em relação às mãos do ciclista. O ideal, enquanto você estiver com as mãos no guidão, é que sua mão esteja alinhada ao antebraço. Muita flexão ou muita extensão dos punhos irão gerar dores.

·         Dor na bunda Desconfroto ao sentar: O desconforto ao sentar, é mais comum aos iniciantes, que ainda não estão acostumados a descarregar o peso sobre os ísquios, mas esse desconforto tende a diminuir com o passar do tempo, no entanto é importante considerar a escolha do selim ideal e o correto ajuste do selim, que deve ser ajustado de acordo com o corpo dos ciclista.  Selins altos demais, contribuem bastante para o desconforto ao sentar.

·         Dormência nos pés: a dormência nos pés é outro ponto muito comum de desconforto entre os ciclistas (e mountain bikers). Esse tipo de desconforto pode estar relacionado à sapatilha apertada demais (não exagere no aperto das tiras da sua sapatilha) e ao mal posicionamento do taco do pedal. Para isso procure um bike fitter! Outro ponto que contribui bastante para a dormência nos pés é o uso de sapatilhas com solas moles (sabe aquelas sapatilhas que parecem tênis?). Esse tipo de sapatilha é muito bom para caminhar, mas ao pedalar a sola mais mole não oferece o suporte necessário para o ciclista.