CICLOVIAGEM COSTA VERDE & MAR


Em abril de 2010 saímos em mais uma aventura em duas rodas, outra vez com a participação do meu amigo Ariel e fomos à busca de começar e concluir a mais nova rota cicloturistica do Brasil, a Rota Costa Verde & Mar (http://www.costaverdemar.com.br/cicloturismo/) no estado de Santa Catarina. Esta que é a primeira em território nacional a contemplar o litoral e o interior de um único estado.

Rota que abrange 11 municípios onde temos selos e carimbos para serem colecionados e com isso proporcionando no final, caso completado o trajeto, uma camiseta promocional e um certificado de conclusão. Repito, sem custo algum! Seguindo rigorosamente o que os organizadores traçaram, teríamos 270 km para pedalar em seis dias, mas como somos teimosos e queríamos um pouco mais, fizemos 305 km em quatro dias.

Ao contrário do que se possa imaginar, não ficou nada corrido e curtimos todos os trechos. Optamos por isso para podermos aproveitar mais dias na praia “maravilhosa” chamada Bombinhas, que é tudo de bom! E o acréscimo na quilometragem se deu por conta que fomos conhecer todos os pontos opcionais que o trajeto proporciona.



• 01º Dia
Data: 15/04/2010
Distância: 75 Km
Cidades: Balneário Camboriú x Itajaí x Navegantes x Penha x Balneário Piçarras

Neste dia ao acordarmos o asfalto em frente a pousada ainda estava molhado da chuva e o tempo nublado, imaginávamos o que nos esperava no primeiro trecho. Mas fomos até o Uni Praias e começamos literalmente do zero a nossa trajetória.

Inicio pela Avenida Atlântica do Balneário Camboriú, pena não haver ciclovia em uma avenida tão importante para a cidade. E já recebemos um cartão de visita, uma subidinha curta, porém, íngreme.

Passamos por várias praias e pelas cidades de Itajaí, Navegantes e Penha até chegarmos ao Balneário de Piçarras. Atravessamos um rio por Ferry Boat (nome dado pelos moradores a conhecida Balsa) subimos um morro chamado Ponta da Vigia e na rampa de vôo onde proporcionaram uma das melhores vistas da exuberante beleza natural da região.

No horário do almoço, estávamos na cidade de Navegantes e no mesmo ponto onde pegaríamos o selo do circuito, também serviam refeições e aproveitamos.

Chegamos a Piçarras no final do dia com certo cansaço, mas o que vimos no caminho e a receptividade que tivemos das pessoas valeram cada pedalada!

Aproveitamos uma barbearia aberta e aproveitamos para aparar a grama da cabeça e por indicação fomos parar em um restaurante simples, mas com uma comida muito saborosa. O detalhe ficou para a Skol “estupidamente” gelada.



• 02º Dia
Data: 16/04/2010
Distância: 120 Km
Cidades: Balneário Piçarras x Luis Alves x Ilhota x Camboriú

No jantar do dia anterior, decidimos por pedalar o dia inteiro e zerar três trechos e com isso pedalamos 120 km. Opção que tomamos levando em consideração que pedalamos sempre em cidades interioranas e cada uma tem a sua beleza, mas estávamos com a cabeça voltada para o litoral catarinense.

Os trechos não eram muito puxados e o grau de dificuldade estava no nível dois, mas o acumulo de km’s, o sol fortíssimo e o peso das bagagens fizeram com que ao chegar ao destino às pernas pareciam duas toras de eucalipto.

O caminho foi tranqüilo, bem sinalizado e agradecemos a turma do Posto de Serviços em Luis Alves, na qual nos receberam muito bem! O ponto cômico fica por parte da travessia de balsa para o município de Ilhota que o “piloto” levou cerca de 40 minutos para atravessar o rio e pasmem, ancorou a mesma no sentido contrário ao que partiu na outra margem.

Almoçamos e seguimos viagem para o último trecho do dia. Quando chegamos à cidade de Camboriú o sol já estava se pondo e fomos à busca de alimentação. Acho que por conta do cansaço, não me lembrei que a nossa diária na pousada das Tucaneiras contemplava o jantar, mas paramos em uma lanchonete e após uns minutos o proprietário da pousada nos abordou e nos fez lembrar o jantar. Corremos para lá e enquanto o jantar estava sendo preparado, usufruirmos de uma bela piscina que ajudou “muito” na recuperação muscular para o dia seguinte.

Cada noite que antecedia algum trecho, antes de dormir, tínhamos que arrumar as bagagens, lavar roupa suja, tomar banho e preparar os suplementos para irem gelando.



• 03º Dia
Data: 17/04/2010
Distância: 38 Km
Cidades: Camboriú x Itapema x Porto Belo x Bombinhas

Levantamos dispostos e motivados para chegar em Bombinhas, lugar que ouvi muitos dizerem ser um paraíso. Tomamos um café na Tucaneiras que foi show de bola, com tudo fresquinho e feito dentro da própria pousada.

Pegamos a estrada que teve algumas subidas, mas nada que complicasse muito, a não ser a penúltima subida em asfalto que foi um pouco desgastante, mas a vista também foi recompensadora.

Ao passar pela beira mar de Itapema, estava acontecendo uma festa, “festa dos amigos”, onde tudo era gratuito churrasco, chopp e etc. Pena que eram 9h da manhã e com o super café que tomamos, não deu fome alguma para encarar algum petisco.

Também em Itapema, o que impressionou foi a estrutura para o ciclismo na cidade. Na avenida principal com ciclovia e também a beira mar, tudo limpo, organizado e sinalizado.

Chegamos em Bombinhas por volta das 12h30 e fomos diretamente para o hotel e logo em seguida almoçar e aproveitar o dia ensolarado na praia de água cristalina e calma. Um paraíso!!

Passamos o final do sábado e o domingo inteiro aproveitando para descasar e explorar a região. Fizemos uma trilha, a pé, até uma das extremidades com várias pedras e as ondas cobrindo-as.

Simplesmente, lugar magnífico!!!!



• 04º Dia
Data: 19/04/2010
Distância: 65 Km
Cidades: Bombinhas x Zimbros x Porto Belo x Itapema x Balneário Camboriú

Bom... este último trecho dispensa comentários. É o mais pesado do circuito e ainda acumulamos o final do outro trecho por termos parado em Bombinhas.

Percurso final com classificação de dificuldade 5 (escala de 1 a 5) pegamos algumas subidas “cavernosas” como a do morro do Areal. Pense em uma subida íngreme....

O legal é que mais uma vez o desgaste valeu a pena, pois pedalamos em lugares bonitos de natureza esplendorosa e com algumas descidas legais também, afinal, tudo que sobe tem que descer! Demorou, mais desceu!

Quando, aparentemente, acabaram as subidas e avistamos um prédio super alto do Balneário Camboriú ficamos tranqüilos, até que para nossa surpresa a seta indicativa da rota no mandava seguir a direita, sentido a mais um morro e em seguida encaramos a estrada Interpraias que apesar de ser asfalto tem subidas animais é literalmente a “saidera” para concluirmos o trajeto em 100%.

Bom, esse relato não dá comentar todos os fatos e descrever as paisagens que presenciamos, mas serve para dizer que valeu e vale muito a pena fazê-lo.

Agradecimentos:

A minha família que me apoio nessa aventura
Ariel Klein – Grande amigo
Marcos Taquemasa e Ricardo Abrolhos
Parceiros da Rota em especial para a turma:
Auto Posto Martendal (Luis Alves)
Pousada das Tucaneiras (Camboriú)
Bombinhas Praia Apart Hotel (Bombinhas)
Hotel Los Amigos (Navegantes)

Veja na integra as fotos da nossa viagem:


SERRA DA CANASTRA/MG

O que dizer de um lugar tão especial? Lugar esse que, com certeza, esculpido por Deus em um dos seus momentos de muita paz e alegria!


Nestes quatro dias de Canastra o intuito principal que “era” de pedalar, ficamos todos rendidos as belezas do lugar com suas cachoeiras, rios, quenions e paisagens.

Saímos em nove amigos, alguns já conhecidos e outros, novas amizades. Na noite da sexta-feira dia 12/02/10 às 21h partimos em direção a São João Batista do Glória/MG que fica na parte baixa da Serra da Canastra. Chegamos por volta das 2h30 da manhã e fomos correndo montar as barracas, sob as luzes dos faróis dos carros e assim poder dormir e descansar para o início da aventura!

• 01º DIA (13/02/2010)

Acordamos cedo para aproveitar o café da Dnª Gasparina com o melhor pão de queijo que já comi. Ao sairmos das barracas, fomos surpreendidos pelas lindas montanhas que formavam o “Vale do Céu” literalmente um lindo céu, pois ainda não sabíamos a noite estrelada que nos esperava.

Após o café, fomos caminhando a procura de cachoeiras. Andamos barbaridade e o máximo que encontramos foram algumas poucas biquinhas d’água que ajudaram no percurso, mais que não saciaram a expectativa de ver uma verdadeira queda de algum rio.

Quando desistimos de prosseguir, eis que surgi na poeira um caminhão que por muita coincidência estava indo justamente para o nosso acampamento. Subimos todos no caminhão, voltamos e pegamos as bikes e fomos pedalando para a cachoeira do Facão. Legal, bonita, de água cristalina e muito gelada. Curtimos o momento!!!


• 02º DIA (14/02/2010)

Acordamos por volta das 4h30 e todos correndo para arrumar as coisas, desmontar barracas e se alimentar para que os dois carros estivessem prontos para seguir viagem para o segundo acampamento e os seis ciclistas subirem de bike até o município de Vargem Grande, próximo a São Roque de Minas.

A viagem dos dois carros se resume em sofrimento por conta da quantidade de “KM” rodados e principalmente pela quantidade de poeira que o Fabiano e Marina comeram para nos ajudar e desta forma “todos” terem suas roupas e barracas para aproveitar os dias restantes na Canastra.

Quanto aos ciclistas, (Jota/Chileno/Daniel/Débora/Lurdinha/Márcio) foi sofrido, pois o percurso era muito técnico com muito cascalho na estrada, subidas com inclinação muita alta, e algumas com rochas e buracos que impediam de subir pedalando e fomos obrigados a subir empurrando ou carregando as magrelas, que em determinados pontos pereciam pesar 50 quilos cada uma!


Além das subidas citadas, tivemos rios para cruzar, informação errada que nos foi passada sobre o trajeto, Siriema atravessando a pista no exato momento em que eu estava em uma bela descida, trechos de descida com muitas erosões proporcionando uma sensação de “DH”... tivemos também um tatu na pista o que causou alegria aqueles que até então não tinham visto um solto na natureza!

Por sorte o pneu do Chileno (Michel) furou e descobrimos que havíamos passado 2,5 km do local do acampamento e com isso retornamos e chegamos ao local para um merecido descanso. Os carros...... até então não tinham chego, esperamos um pouco e chegaram empoeirados e cansados e assim montamos o acampamento tranqüilo, dentro que foi possível.

Á noite fomos ao centrinho da cidade, comemos feijão tropeiro com frango a passarinho e isca de tilapia. Voltamos para o acampamento jogamos conversa fora e dormimos.

• 03º DIA (15/02/2010)

Pra variar acordamos cedo e fomos, de carro, para São Roque de Minas em direção a portaria do Parque da Canastra. Que subida, acredite não foi fácil para o rabecão subir com seis adultos e uma criança, mas o coração é valente e chegamos até o topo!

Com o valor de R$ 6,00 por pessoa, adentramos ao parque e como marinheiro de primeira viagem e com a falta de informação, fui com ½ tanque de combustível, mas como a Casca D’Anta, o cartão postal da Canastra, ficava muito distante, tivemos que voltar fazendo torcida para não acabar o combustível. No final, deu certo e consegui chegar num posto de combustível.

Casca D’Anta maravilha de local, com piscinas naturais e lindo visual com um mirante de 300m de altura e uma queda d’água de aproximadamente 180m. Essa que é a primeira queda do “Velho Chico” que aliás antes de chegar a Casca D’Anta, conhecemos a nascente do rio maravilhoso e agora posso dizer que “lavei as minhas mãos no Rio São Francisco”!

Após almoçarmos, seguimos para a cachoeira chamada Capão, que na verdade existem três ou quatro quedas uma bem próxima a outra e com piscinas naturais e pequenos peixes que ao entrar na água eles vem em sua perna mordiscar.

Retornamos ao acampamento onde a Débora fez um macarrão, comemos, conversamos e fomos dormir, pois o quarto e último dia prometia... prometia muito cansaço e descontentamentos.

• 04º DIA (16/02/2010)

Dos seis que subiram de bike, apenas três decidiram descer e os demais voltaram de carro até a cidade de São João Batista do Glória/MG. Para isso passamos por lindas cidades banhadas pela represa de Furnas, como por exemplo: a cidade de Capitólio.

Com o rabecão “abarrotado” de coisas, cinco tripulantes e mais três bikes no teto (só faltava por alguma coisa dentro do motor) fizemos uma viagem tranqüila e descontraída. Encontramos uma lojinha de laticínios e fizemos uma comprinha de queijos inclusive o “Queijo Canastra”, muito bom por sinal.

Chegamos em S.J.Batista do Glória por volta das 11h30 e tivemos que aguardar a chegada dos biker’s o que aconteceu somente as 16h.

Pegamos a estrada de volta a Jaguariúna e decidimos andar 30 Km a mais por conta da fila de espera na balsa que estava de duas a três horas. Fizemos uma parada para esticar as canelas e seguimos viagem, chegando em Jaguary-City as 20h45.

Viagem cansativa mas recompensadora pela natureza que vimos!!!

Veja o álbum com todas as fotos do evento:

http://picasaweb.google.com.br/JOTACICLO/CANASTRA?authkey=Gv1sRgCP-44fuW5IHP9AE&feat=directlink

VALINHOS x VINHEDO x VALINHOS

E foi mais um domingão com terra...


Neste domingo (07/02/10) fui, a convite do amigo Daniel, pedalar com uma turma de Valinhos, interior de São Paulo e bem próximo a Campinas.

Pra variar, turma bacana e só gente fina! Fizemos um pedal tranqüilo, totalizando 35Km Saindo de Valinhos até a represa de Vinhedo e retornando a Valinhos.

Trilha com subida íngreme, cascalhos e cerca de 32 min. até o topo com uma dificuldade média. Fomos em sete pessoas onde todos completaram o percurso.

Conheci a “Vó” do Daniel, que pessoa agradável, deixou-me tão à vontade que parecia que eu era da família. E com direito a pão caseiro que tinha acabado de sair do forno!!!!

Aproveitamos para ver fotos de outras idas para Serra da Canastra e definir os últimos detalhes da nossa viagem no carnaval/10 com destino a Canastra.

Agradeço pela turma que me recebeu e principalmente pela forma que fui recebido e tratado na casa da “Vó”!!

Fotos do evento – Valinhos 07/02/10:

http://picasaweb.google.com.br/JOTACICLO/VALINHOS?authkey=Gv1sRgCJj29LDbq53dlAE&feat=directlink