BREVET 300 - HOLAMBRA




29/06/2013 – Se alguém imagina que fazer um brevet 400, vai tornar um de 300 fácil, ledo engano!!
Literalmente cada prova é uma prova e vários fatores podem tornar uma pequena distância mais desgastante do que uma prova mais longa feita anteriormente.

Mais uma vez me aventurei em fazer uma prova de longa distância, esta foi em Holambra/SP no Brevet 300 km.

A prova teve a proposta de começar na cidade de Holambra e seguir passando pelas cidades de Artur Nogueira, Limeira, Araras, Leme, Pirassununga, Porto Ferreira, Casa Branca, Estiva Gerbi, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Engenheiro Coelho e retornando a Holambra passando novamente por Artur Nogueira.

Em minha casa, eu e o amigo Zwi as cinco da matina já estávamos de pé e tínhamos até as 6 horas para finalizar os preparativos, pois nesse horário chegará o parceiro de Audax Daniel e sua amiga Juliana. Todos prontos, seguimos então para o ponto de vistoria e largada da prova.


Por lá revemos alguns amigos como o Hermes, Marcelo e Barnabé do Bike Mogi. Encontramos também o Gustavo Cintra e Vitor da região do ABCD paulista.



E foi dada a largada para mais um grande desafio. Ao analisar a altimetria, já sabíamos que as subidas não seriam poucas e realmente não foram. Tivemos um acumulado em subidas que ultrapassaram os 4000 metros.

Juntos, saímos eu, Zwi, Gustavo, Daniel e Juliana. Destes, apenas eu quem estava de speed e os demais com MTB. Com isso o rendimento não tinha como ser igual e a cada quilômetro percorrido era normal eu abrir certa distância dos parceiros.

Esperei por eles para atravessarmos a cidade de Artur Nogueira e assim não correr o risco de ninguém se perder.

Depois disso, decidi espera-los no *PA1 que seria em Limeira. Quando faltavam cerca de 10 km para eu chegar no PA, deparei com um ciclista com a bike virada no gramado e perguntei se precisava de ajuda. O biker, Henrique que estava participando do Desafio 100k ainda não tinha habilidades para a troca de um pneu furado e parei para ajuda-lo. Câmara nova, calibrada e roda montada na bicicleta e segui no pedal. Após eu ter rodado uns 3 quilômetros numa descida gostooooza, percebi que havia esquecido a minha bomba de encher pneu lá onde ajudei o Henrique.
Que raiva do vacilo que dei!!! Confesso que o primeiro pensamento que me veio foi de seguir e deixar a bomba pra lá, mais pensei em entrar na noite, possivelmente sozinho, e se furar um pneu, eu sem bomba??
Voltei aquele morrinho para busca-la (6 km a mais de pedal). Chegando lá não tinha mais ninguém e muito menos minha bomba. Nisso chegou o Daniel e Zwi, contei o que acontecera e saí pedalando rápido para chegar no PA e tentar encontrar o Henrique com a bomba. Ainda bem que deu certo!
Reagrupamos e seguimos viagem com destino ao **PC1 na qual foi instalado na cidade de Porto Ferreira. Foram 76 km, todo o trecho feito pela Rodovia Anhanguera. Não tive problemas, mais o barulho de tantos e tantos caminhões, enche o saco! Este também foi um trecho complicado, pois nos esquecemos de rezar para “Nossa Senhora do Corta Vento” e o bendito vento contra soprou e soprou os 76 km INTEIROS!!!




Quando cheguei no PC1, cheguei e por lá fiquei aguardando os amigos e eles chegaram com tais informações: A Juliana não está bem e desistiu lá em Leme, Daniel não estava muito bem e igual ao Zwi precisava ir comer alguma coisa. Nisso chegou o Gustavo que havia passado direto do PC e voltou para carimbar o passaporte.

O Gustavo logo saiu em direção ao próximo PC e após algumas conversas com o Zwi, combinamos que eu os deixaria e seguiria viagem. Nesse momento, já passara das 15 horas e eu tinha cerca de três horas para tentar chegar no PC2 antes dele fechar e assim continuar na luta de brevetar essa etapa.

          Obs.: Daniel e Zwi, decidiram seguir no caminho traçado, porém ao perceberem que chegaria no PC2 já fechado, foram até o trevo da cidade de Tambaú e retornaram pelo mesmo caminho, totalizando assim um pedal de 255km. Parabéns guerreiros!!!!

Sai de Porto Ferreira “chinelando” e após alguns quilômetros, alcancei o Gustavo na qual fomos juntos o brevet inteiro.
Neste trecho, eram 50 km, porém com o maior desnível da prova e ainda com a pressão de que “será que vai dar tempo”??

Conseguimos! Chegamos ao PC2 Casa Branca, restava uma hora para o fechamento dele e essa diferença de uma hora nos acompanhou o resto da prova até o seu final.

Por lá almoçamos e jantamos, não havia tempo para descanso, pois o relógio não era nosso aliado e logo saímos e voltamos ao pedal em direção ao PA2 que ficava depois da cidade de Aguaí. Seguimos pedalando e vez ou outra vinha o pensamento de que não poderíamos ter nenhum tipo de imprevisto para não correr o risco de não dar tempo.

Não fizemos nenhuma outra parada que não fosse num PC ou PA. E as 23h50 estávamos no PC3, sentados no chão comendo um DELICIOSO Cup Noodles que a fantástica organização de São Paulo nos proporcionou. Qualquer alimento quente e salgado, que não fossem aquelas coisas que comemos para pedalar, seria bem vindo!

Agora tínhamos cerca de três horas para percorrermos os últimos 35 km até o final da prova e somente aí que tive a certeza de que o relógio voltou a girar ao nosso favor, pois tínhamos tudo para brevetar.

Antes de chegarmos no trevo de Artur Nogueira, haviam alguns pedaleiros que estavam “meio” perdidos e também ajudamos na orientação e chegamos todos em Holambra! Eu e Gustavo brevetamos com 18h50 de pedal, finalizando as 01h55 da madrugada.

Para este brevet, quando o assunto for condições climáticas, poderemos afirmar que o vento contra foi o maior complicador, pois não tivemos chuva nem frio, tanto é que fui prevenido com roupas de frio na mochila e que apenas as levei para passear, não usei nada!

Como sempre lições sempre ficam e pra mim fica claro que a falta de treinamento faz muita diferença. Eu não treinei o quanto queria e nem o que deveria para esta prova. A alimentação, hidratação, psicológico e equipamento em dia também são fatores importantíssimos para a consecução de um brevet, mesmo que ele seja de 200 km.

Mais uma vez se repete e as fotos apenas são tiradas no início do pedal, pois mais tarde, com o cansaço e as preocupações, fotos se tornam detalhes! Com isso, seguem abaixo as outras fotos que tirei e não coloquei lá em cima... rsrsrs















306 KM
204 Participantes
(69 Desafio 100 // 135 Brevet 300)
NENHUM PNEU FURADO!!!!

*PA = Ponto de Apoio (Parada opcional)

**PC = Ponto de Controle (parada obrigatória)

Um comentário:

  1. Fala Capitão!

    Muito bacana o relato. Tenho certeza que os desafios e a companhia dos amigos marcaram mais esta prova também! Parabéns!

    Abs,
    Denis

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